Tipografia do “amor”

O aluno do curso de Design Gráfico Fernando Vitral e o egresso Olavo D’Aguiar da Universidade FUMEC desenvolveram a capa da revista Veja BH publicada no dia 05 e junho. O convite foi feito através do tipógrafo e impressor Ademir Matias, proprietário da Tipografia Matias que recebeu a demanda de um editor da revista.

O editor procurou a tipografia para fazer um convite de casamento e teve a ideia de utilizar a composição tipográfica para ilustrar uma matéria para o dia dos namorados. Os alunos receberam do Sr. Matias uma imagem com um texto feito em tipografia, estilo cartaz lambe-lambe, com textos de videntes e cartomantes, como modelo. “A solicitação era que fizéssemos composições tipográficas com a frase “trago seu amor em 12 dias” e “trago seu amor em 7 dias”. Fizemos algumas composições diferentes, o editor levou todas, e escolheu a que saiu na capa”, descreve Vitral.

O Designer Gráfico ressalta a importância do projeto para a carreira profissional. “O projeto foi importante pela visibilidade e repercussão que um trabalho para uma revista do porte da Veja nos proporcionou. Principalmente por ter sido uma capa tão inusitada, já que a grande maioria são trabalhos puramente fotográficos”, completa D’Aguiar.

Aluno e ex-aluno ainda deixaram um recado para os estudantes de Design ”é importante mostrar que nem sempre o uso do computador e dos softwares gráficos são fundamentais, já que a composição e impressão foram feitas manualmente”, completam.

Fernando está matriculado no sétimo período do curso de Design Gráfico, já Olavo graduou-se no primeiro semestre de 2012. Em outubro do ano passado, aluno e egresso abriram o estúdio Mostarda em Pó. Alguns trabalhos desenvolvidos pela dupla podem ser vistos na fanpage oficial da empresa no Facebook.

Matéria retirada de: http://www.fumec.br/comunicacao-e-eventos/noticias/aluno-e-egresso-do-curso-de-design-gr-fico-desenvolvem-capa-da-r/

Brincando com as nuvens

Muitas vezes ao olhar para o céu vemos nas nuvens que parecem serem desenhadas. Algumas parecem um pássaro, outras um tigre, outras um carro… A vontade de tocá-las é enorme, não é!? Como tocá-las não é uma tarefa tão simples, algumas pessoas conseguem utilizar a criatividade e a perspectiva para registrar incríveis fotos com nuvens, algumas chegam até “tocá-las”. Veja logo abaixo algumas fotos de pessoas que usaram a perspectiva e a criatividade:

A fabulosa fotografia de Amélie Poulain

Chamando a atenção para os pequenos detalhes, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, filme lançado em 2001, conta a história de Amélie (Audrey Tautou), uma inocente jovem francesa em busca de uma mudança radical em sua vida. Após abandonar a vida que levava com sua família neurótica, Amélie se muda para uma periferia em Paris e consegue um emprego como garçonete. Ela encontra em sua casa uma caixa escondida no banheiro e, acreditando que pertencia ao antigo morador, ela decide procurá-lo para devolver a caixa. Nessa jornada Amélie descobre as surpresas que o destino reserva para ela.

O filme fala sobre amor. Sobre sentimentos, sobre as pessoas, comportamentos, atitudes e relações – tudo acontecendo no acaso do cotidiano. O que torna o filme harmônico é o enredo, a fotografia e as atuações, chamando atenção sempre aos pequenos detalhes e pequenos prazeres diários.

Bruno Delbonnel (Diretor de Fotografia) faz com que mergulhamos no universo proposto pelo cineasta francês Jean-Pierre Jeunet (Diretor), misturando a fantasia com a realidade. Enquanto Jeunet mostra a realidade como algo cruel, Delbonnel cria imagens fantasiosas sobre a própria realidade. Assim, o clima fantástico da história é reforçado através da iluminação, das cores, nos posicionamentos de câmera diferenciados.

Uma grande curiosidade desse filme está na paleta de cores utilizada. A sobreposição das cores vermelho e verde disputam a atenção do espectador em diversas cenas. Essas cores características foram inspiradas pelos trabalhos do pintor brasileiro Juarez Machado, além de ser uma referência à obra de Vincent van Gogh.

Juarez Machado

Juarez Machado

Delbonnel escolheu também a utilização de cores fortes equilibradas com tons de azul e verde. Um exemplo disso são as cenas em que Amélie está na sua casa. A sala de estar possui tons alaranjados e, em meio a essas cores, encontramos um abajur azul – destacando assim as duas cores. O estado de espírito de Amélie ao longo do filme também influencia diretamente no uso das cores. Nas cenas em que Amélie está apaixonada, por exemplo, a cor vermelha ganha destaque. No decorrer do filme nota-se ainda a presença significativa da cor amarela, em especial na iluminação utilizada.

Muitos enquadramentos utilizados no filme fogem do senso comum. Sobre os movimentos percebe-se o uso de recursos como travellings e pans. Alguns movimentos utilizados ajudam diretamente a demonstrar a posição (de superioridade ou inferioridade) dos personagens, apresentados na maioria das vezes através de closes levemente distorcidos. Ou seja, até mesmo o modo de apresentação dos personagens reforça o clima de fantasia trazido pelo filme.

Curiosidades:

– Os trabalhos de arte que fazem parte da decoração do quarto de Amélie foram criados pelo artista Michael Sowa.

– Durante todo o filme, os dois personagens conversam apenas uma única vez, em um telefonema de poucas palavras.

– Algumas cenas do filme foram realizadas em locações reais. O lugar onde Amélie trabalha é uma cafeteria chamada “Des 2 Moulins “, que fica localizada na Rua Lepic, em Montmartre, Paris. Os fãs do longa costumam entrar no estabelecimento para tomar um café e conhecer o gnomo do filme, que foi mantido no local.

Confira o trailer deste filme: https://youtu.be/0LPxU7659D4

 

Colagens de Lola Dupré

Parece mentira, mas acredite, as imagens a seguir não foram manipuladas em nenhum software de edição de imagens. Para criar essas incriveis imagens Lola utilizou apenas tesoura, papel e cola. Você pode achar o resultado um quanto estranho e maluco, mas na verdade é surpreendente! Com influência da estética dadaísta, a artista escocesa criou uma arte totalmente excêntrica, recortando pedaços de papel, remontando e manipulando imagens através do seu magnífico olhar surreal. Confira as obras de Lola Depré:

Confira mais sobre Lola acessando o link abaixo:

http://www.loladupre.com/

Revista Chimia #2

Neste final de semestre os acadêmicos da quarta fase de Design Gráfico também finalizaram o segundo número da revista Chimia, totalmente criada e produzida por eles, desde a redação das matérias até a diagramação. A novidade é que esta edição, além da versão digital, contou com a versão impressa! E …

3ª Semana Acadêmica de Design Gráfico da Unifebe

Nesta semana, de 4 a 6 de novembro, aconteceu a terceira Semana do curso de Tecnologia em Design Gráfico do Centro Universitário de Brusque – UNIFEBE.
E o que teve?

Marca criada por acadêmicos da 2a. fase de Design Gráfico.

No primeiro dia teve a abertura, realizada no auditório do bloco C, campus Santa Terezinha, com o tema “Relatos sobre o Design”. O primeiro palestrante foi o profissional  da P1 Design, Otto Day, que falou de sua experiência como designer em início de carreira e Jorge Deichmann, da Deichmann Design, designer com mais de 35 anos de atuação na área. Ambos contaram suas experiências profissionais, como se relacionam com os clientes e o mercado e apresentaram seus trabalhos.

Otto Day

Jorge Deichmann

No segundo dia o tema foi “Gestão de marca” e os acadêmicos puderam assistir a palestra com o professor e administrador Ricardo Tórmena, da Desdeinter, que falou sobre a importância da construção da imagem de marca. Houve também espaço para Thiago Martins Araldi, da Camiseta Digital, que apresentou inovações na loja virtual da marca brusquense de estamparia digital.

Ricardo Tórmena

O terceiro e último dia começou com a exibição do documentário Helvetica que trata sobre tipografia, design gráfico e cultura visual. O documentário mostra através de uma série de entrevistas como um tipo de letra (que celebrou o seu 50 º aniversário em 2007) afeta nosso cotidiano. Para fechar a noite teve a palestra “Design e marca autoral” com Eric Moreno, recém formado em Design pela FURB. Eric já trabalhou em várias áreas do design e teve trabalhos reconhecidos e premiados durante sua formação acadêmica, entre eles o Pivot, fogão modular, além de ter sua marca de roupas chamada Birthclothing.

Exibição do documentário Helvetica.
Eric Moreno
Protótipo do fogão Pivot, de Eric Moreno.

Além das palestras houve duas exposições nos corredores da Unifebe: uma do fotógrafo e designer Rafael Queiroz, com a exposição do Projeto 4/2 e a outra da artista plástica brusquense Sílvia Teske, com obras trabalhadas a partir de técnicas mistas.

 

Exposição do Projeto 4/2 de Rafael Queiroz.
Exposição das obras de Sílvia Teske.

Que venha a quarta Semana em 2015! Porque a de 2014 foi inesquecível!

Show de talentos dos futuros designers.

Exposição de livros infantis

No início de outubro os acadêmicos da quarta fase de Design Gráfico expuseram seus trabalhos da disciplina de Design Editorial no Bloco A da Unifebe.

A exposição contemplou os livros infantis desenvolvidos na disciplina cujo desafio foi criar uma história inédita, bem como ilustrações e um projeto gráfico tendo em vista o segmento infantil. Também tiveram que imprimir e montar estes layouts.

O resultado foi interessante, tendo em vista que cada aluno pôde escolher a faixa etária com a qual gostaria de trabalhar. Houve histórias inspiradas em fatos que marcaram a própria infância, ou situações engraçadas envolvendo sobrinhos, primos e irmãos menores. As ilustrações foram elaboradas com as mais diversas técnicas como fotografia e ilustração manual. Foi um trabalho bastante complexo onde puderam exercitar na prática o que vêem nas aulas.

 

D+ Gráfico: Design Gráfico visita Imprensa Universitária da UFSC

No dia 26 de agosto a quarta fase do curso de Design Gráfico, na disciplina de Design Editorial com a profa. Melissa Haag Rodrigues foi visitar a Universidade Federal de Santa Catarina com o objetivo de conhecer a Imprensa Universitária, bem como ter contato com tecnologias gráficas precursoras como a Tipografia e o Linotipo.

Lá os acadêmicos puderam ver máquinas como a Linotipo em funcionamento, inventada por Ottmar Mergenthaler em 1886, na Alemanha, que funde em bloco cada linha de caracteres tipográficos, composta de um teclado, como o da máquina de escrever.
A Linotipo é considerada uma das mais importantes contribuições para o avanço das artes gráficas desde o surgimento dos tipos móveis, desenvolvidos por Gutenberg há mais 500 anos. O inventor, cientista e empresário norte-americano Thomas Edison qualificou a Linotipo como “a oitava maravilha do mundo”.

Em 2012 foi lançado um documentário de 72 minutos que mostra a trajetória da Linotipo. Dirigido e produzido por Doug Wilson (www.linotypefilm.com) no filme podemos ver diversas Linotipos ainda funcionando, da mesma maneira que fizeram por mais de cem anos, em pequenas gráficas ou em museus, por todo o mundo. Em algumas passagens, o aspecto emocional é evidenciado, revelando a estreita ligação dos profissionais com esse equipamento centenário.

Com uma máquina de composição da marca Linotype, equipada com chumbo em ponto líquido, era possível compor uma linha inteira de texto. Esta linha, assim que batida no teclado da máquina, era logo fundida.
Máquina tipográfica.
Atentos à explicação dos impressores.
Composição tipográfica pronta para ser transferida para a rama.
O tipo móvel.